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sábado, 24 de maio de 2014

De frente com Homero

O nosso processo é colaborativo, todos tem voz ativa e, além disso, depois que a proposta é apresentada, ela não pertence mais ao criador, mas sim, ao grupo inteiro. Isso foi esclarecido para todos neste início de processo. Estando claro, que todos somos responsáveis pelo nosso resultado, fomos adiante. Nivelamos as informações, bem como as ferramentas de criação. E a fluência mútua está em primeiro lugar. No processo de criação deste dia, as cenas foram divididas entre músico e intérpretes.
O grande mote metodológico é que a fluência vem da música, retorna a ela, sai do corpo, influencia a música, a música influencia o movimento. E a cena será criada colaborativamente.

Conforme previsto no cronograma, foram estudadas as origens do frevo e as suas possibilidades de representação ritualística da obra de Homero. Neste momento, concluímos que a movimentação pretendida está entre o frevo, o samba, a dança contemporânea e a capoeira. É isso! Não utilizaremos movimentos prontos, nem tampouco movimentações destas danças brasileiras. Mas a fusão de elementos destas num só produto é o que nos interessa.

Sobre a história do frevo, foi localizado um vídeo do IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) dividido em duas partes. A primeira voltada para música, a segunda com foco maior em dança.

ENjoY...


Segundo ponto: está entre os nossos principais desejos obter um produto híbrido. Que aborde mais de uma linguagem artística. E obviamente, para que tenhamos este produto, as referências devem se dar também hibridamente. A exemplo disso, a maior referência de criação musical para a cena em que todos os gregos erguem as flechas para Heitor, até que Agamenom, os impede de prosseguir, é a imagem de "guerra" postada no blog anteriormente.  Esta é a imagem

Na próxima semana, iremos compartilhar os pensamentos que cada um trouxe para transposição da cena literária para a musicalidade e corporeidade. 

Em breve postaremos os vídeos do processo, assim como a primeira parte do roteiro. 


Vamos com todo amor homérico!


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Nosso ponto de partida!

Freestyle das brasilidades
A proposta consiste na transposição da batalha entre Páris e Menelau (Canto III) para a movimentação cênica inspirada no samba e no frevo.
 
Conceitos
O objetivo do projeto é a criação de uma cena de aproximadamente 10 minutos, que pretende a adaptação da batalha entre Alexandre Páris e Menelau para a codificação dançada. Todos os sentimentos e desafios serão transpostos para os passos das duas danças trabalhadas, samba e frevo.
A dança será a tradução ritualística presente na Ilíada. Com apresentação para o público e sendo parte dramatúrgica integrante da cena montada. As demais resoluções, a exemplo desta, serão todas corpóreas e musicais.
A trilha sonora da cena proporcionará o jogo cômico entre os intérpretes. Através da trilha sonora executada ao vivo e da movimentação cênica, haverá um momento de incongruências entre os guerreiros. A música, de modo geral, será um elemento cênico crucial para alcançarmos este resultado.
Os intérpretes dançarão e realização suas ‘batalhas’ por um prêmio que estará em cena, um prêmio banal, que pode ser até mesmo um óculos escuro. Nada que seja tão importante para causar uma batalha. Deste modo, questionamos também ironicamente o objeto causador da desavença e a maneira de resolução para a problemática em questão.
A trilha, ao vivo e mecânica, será realizada com o cajón, pandeiro, palmas, instrumentos de sopro, e demais objetos que possam ser usados para compor esta musicalidade.
A música mecânica servirá de entrada para alguns pontos de comicidade. Contendo músicas pertencentes à cultura pop, e provocando a identificação com a plateia terá alto potencial cômico. A cena começa no final da refeição dos dançarinos e termina com a sombrinha de frevo aberta no palco sozinha.
O samba tem um papel de apresentação pessoal dos guerreiros, servindo para as apresentações das suas características. Combinado com elementos da cultura pop, ele tem alto potencial de interação com o público e entre os intérpretes.
Todos os elementos de composição, ora apresentados, podem sofrer modificações no decorrer do processo. De acordo com os ensaios, pesquisas, subjetividade dos intérpretes envolvidos, serão realizados acompanhamentos da evolução da cena e mudanças podem ser realizadas em prol da organicidade da cena.

Justificativa
A escolha da proposta com estes elementos de criação, sendo, duas danças brasileiras e o Canto III da Ilíada possuem justificativas conforme descritas a seguir:
O samba e o frevo são objetos da minha pesquisa de movimentação cênica. Deste modo me interessa saber em quais universos e/ou linguagens esta pesquisa poderá ser utilizada e desdobrada para a ação cênica, propriamente dita.
O Canto III foi o trecho escolhido, pois, constando a condição de superioridade e inferioridade na cena, há uma brecha para a comicidade, que é elemento pesquisado também nesta disciplina. Outra questão é o elenco reduzido, elemento facilitador de encontros e ensaios do projeto.

Materiais:
Duas sombrinhas de frevo
Instrumentos musicais: gaita, flauta, cajon, saxofone
Iluminação alternativa: abajures, leds, lanternas.
Execução da proposta:
Intérpretes: Ana Paula Monteiro, Iza Cavanellas
Sonoplastia e operação de luz: Lu Maia
Iluminação: Ana Luisa Quintas
Espaço de Ensaio: casa/UnB
Horário de ensaio: Quarta-feira às 20h
Edição de vídeo: Fernando Carvalho

Cronograma:
07/05 – Leitura da Cena / apresentação da cena do filme / discussão teórica
14/05 – Análise prática e teórica sobre as possibilidades de adaptação de movimentos dançados do frevo para as batalhas da Ilíada.
21/05 – Experimentação das discussões realizadas no encontro anterior. Frevo com a função ritualística da batalha.
28/05 – Análise prática e teórica sobre as possibilidades de adaptação de movimentos dançados do samba para as batalhas da Ilíada.
04/06 – Experimentação das discussões do encontro anterior. Samba com a função de apresentação dos guerreiros.
11/06 – Criação de coreografia com intercruzamento dos resultados, criação de batalha, resolução em elementos da cultura pop.
18/06 – Estudo da comicidade na corporeidade dos intérpretes e na composição da Trilha.
25/06 – Fechamento do Roteiro, partituras corporais, trilha sonora e iluminação.
02/07 – Ensaio Fechado / Ensaio aberto
06/07 – Ensaio para ajustes dos elementos composicionais da cena.

09/07 – Ensaio geral

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pensando Brasilidades...

Pessoal, este é um blog de criação, pra gente pensar e pensar sobre as brasilidades frevo e samba e tudo mais que estiver no meio do caminho entre o Brasil e a África. Estamos confusas, abrangentes e abertas.
Neste semestre estaremos transpondo um trecho da Ilíada para estas linguagens, sob a orientação do professor da UnB, Marcus Mota.
Quem estiver visitando pode deixar sua opinião mais que preciosa, nos comentários de cada postagem, assinar é bem elegante. Quem estiver apenas curiando, curie e ie!