com tanta brasilidade explodindo das nossas cabeças e veias, chegamos a mais um dos núcleos de nossa massa, nosso maracatu atômico. e dentro da equivalência de trabalho estamos a toda energia com nossas massas em velocidade potencializada ao quadrado - como diria einstein - tudo isso para chegar num resultado gratificante do processo.
usado em ritos diferenciados da cultura afro-brasileira, e com toda a nossa mestiçagem afro-tupi-ropéia, vejo que não estamos tão distante da ilíada de homero, assim como no drama épico em que temos um ritual de outorga pré-combate.
então vamos aos ritos, ritmos, danças, combates, confrontos. de ganga zumba, líder do quilombo dos palmares a príamo, rei de tróia.
continuando com a miscigenação maracatuzada - agora temporal. proponho a reflexão sobre a ganância do homem, sua busca frenética ao poder, status e ego. "e a cidade se apresenta centro das ambições" para agamêmnon e para os cosmopolitas.
"eu vou fazer uma embolada, um samba, um maracatu
tudo bem envenenado, bom pra mim e bom pra tu
pra gente sair da lama e enfrentar os urubus."
O nosso processo é colaborativo, todos tem voz ativa e, além disso, depois que a proposta é apresentada, ela não pertence mais ao criador, mas sim, ao grupo inteiro. Isso foi esclarecido para todos neste início de processo. Estando claro, que todos somos responsáveis pelo nosso resultado, fomos adiante. Nivelamos as informações, bem como as ferramentas de criação. E a fluência mútua está em primeiro lugar. No processo de criação deste dia, as cenas foram divididas entre músico e intérpretes.
O grande mote metodológico é que a fluência vem da música, retorna a ela, sai do corpo, influencia a música, a música influencia o movimento. E a cena será criada colaborativamente.
Conforme previsto no cronograma, foram estudadas as origens do frevo e as suas possibilidades de representação ritualística da obra de Homero. Neste momento, concluímos que a movimentação pretendida está entre o frevo, o samba, a dança contemporânea e a capoeira. É isso! Não utilizaremos movimentos prontos, nem tampouco movimentações destas danças brasileiras. Mas a fusão de elementos destas num só produto é o que nos interessa.
Sobre a história do frevo, foi localizado um vídeo do IPHAN (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) dividido em duas partes. A primeira voltada para música, a segunda com foco maior em dança.
ENjoY...
Segundo ponto: está entre os nossos principais desejos obter um produto híbrido. Que aborde mais de uma linguagem artística. E obviamente, para que tenhamos este produto, as referências devem se dar também hibridamente. A exemplo disso, a maior referência de criação musical para a cena em que todos os gregos erguem as flechas para Heitor, até que Agamenom, os impede de prosseguir, é a imagem de "guerra" postada no blog anteriormente. Esta é a imagem
Na próxima semana, iremos compartilhar os pensamentos que cada um trouxe para transposição da cena literária para a musicalidade e corporeidade.
Em breve postaremos os vídeos do processo, assim como a primeira parte do roteiro.
Sambar nunca passou por estudo... como muitas crianças brasileiras o primeiro contato foi proporcionado pelo envolvimento com um som festivo, ritmado, dançante ao ponto de mesmo sem ter a menor compreensão do duplo sentido da música acima, me permitir balançar as cadeiras que nem tinha ao som do ritmo empolgante do samba axé... Cheguei! A fim de colaborar e representar uma brasilidade que me encanta desde muito pitoca!
Apesar de ser uma das canções que sempre ouço em projetos relacionados a samba... acho que no quesito ritualidade ela sempre me traz uma atmosfera diferente e uma energia positiva que não sei explicar...